Aqui esclarecemos tudo
sobre a energia solar.

O que é a eletricidade solar? Quanto custa um sistema fotovoltaico? São perguntas frequentes que esclarecemos nesta seção. Saiba ainda mais sobre o mercado nacional e a legislação em vigor.

quero um sistema fotovoltaico mercado e legislação
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O que é a electricidade solar?

Os materiais semicondutores têm a propriedade de, em determinadas configurações, transformar diretamente em eletricidade a radiação que nos chega do sol. Esta eletricidade solar é gerada em corrente contínua. Como consumimos eletricidade em corrente alternada, a eletricidade vinda do sol tem de ser transformada. Existem muitos tipos de materiais fotovoltaicos, muitos deles ainda em fase de investigação. Os materiais que dominam são os de silício cristalino – das suas células se constituem os painéis fotovoltaicos, presentes no mercado atualmente.

O que é um campo solar?

Um campo solar é uma associação elétrica de um conjunto de painéis fotovoltaicos. A associação elétrica de painéis fotovoltaicos pode ser realizada em série e/ou paralelo. A forma como associamos painéis determina a potência do nosso gerador solar. A potência do campo solar é normalmente expressa em potência de pico, watt-pico (Wp), significando a potência que seria gerada em condições de ensaio que são convencionadas internacionalmente para que, comparativamente, possamos avaliar a qualidade da oferta disponível no mercado. Atualmente, a potência de um painel fotovoltaico amplamente disponível no mercado varia entre 270 e 300 Wp.

Tenho painéis solares? E fotovoltaicos?

Ouve-se na gíria “tenho painéis solares”, referindo-se a um sistema que produz calor solar, que por sua vez é normalmente usado para a produção de água quente, como aquela que usamos no duche. Já “os fotovoltaicos” é utilizado na gíria para denominar um sistema que produz eletricidade solar. Formalmente, ambos os sistemas são solares – térmico e fotovoltaico – e ambos integram na sua constituição painéis.

Os painéis solares térmicos são constituídos por uma camada que absorve o calor que o sol irradia, e que fica retido no painel por efeito de estufa, na presença do vídro que o sela. Esta energia captada é transferida para um circuito de água que indiretamente nos fornece água quente.

Os painéis solares fotovoltaicos são constituídos por materiais semicondutores e transformam diretamente a radiação solar em eletricidade. Quando associados a outros equipamentos fundamentais, como os inversores, os painéis integram um sistema fotovoltaico que tem a capacidade de alimentar, ainda que parcialmente, o consumo elétrico de residências, escritórios, supermercados, hospitais, escolas – virtualmente, a capacidade de alimentar toda e qualquer atividade económica.

Como funciona?

Os painéis fotovoltaicos transformam a radiação do sol em eletricidade, que é gerada em corrente contínua, como qualquer função do tipo na natureza! No entanto, na segunda metade do século XIX, Tesla, o génio que dá nome ao carro elétrico mais famoso dos nossos dias, travou a chamada guerra das correntes, sendo o principal responsável pela utilização de corrente alternada nos sistemas elétricos modernos – uma das invenções de Tesla com mais impacto na maneira como vivemos hoje.

Com Tesla no nosso caminho, a eletricidade gerada com a radiação do sol tem de ser transformada em corrente alternada. Essa função é desempenhada pelo inversor, o equipamento que, conjuntamente com o campo solar, se constitui como o gerador solar.

Se numa filosofia de autoconsumo, a energia produzida pelo gerador solar abastece diretamente a instalação de consumo à qual está ligado, como a sua casa, a sua loja, o seu escritório.

Vale a pena instalar um sistema fotovoltaico?

Na maioria das situações a resposta é – Sim! Vale a pena! Mas os seus benefícios dependem da adequação da potência solar ao seu consumo, isto é, do tamanho do seu sistema e do seu perfil de consumo.

Todos sabemos que o sol só existe de dia! Assim, se não existir um sistema de armazenamento, apenas podemos alimentar os consumos elétricos que ocorrem durante o dia. Quando estamos a gerar eletricidade solar e não existe consumo suficiente, existe um “desperdício” – a quantidade de eletricidade que é enviada, ou exportada, para a rede, e que não é assim utilizada localmente na nossa casa ou negócio. Mesmo quando é possível ser pago pela eletricidade enviada para a rede, o valor recebido é muito inferior ao valor que a mesma eletricidade teria se fosse consumida localmente – é como se comprasse eletricidade no supermercado do bairro, mas como se a vendesse num armazém grossista! Assim, quanto maior for a quantidade de eletricidade produzida que é consumida localmente, isto é, quanto maior for a taxa de autoconsumo, mais interessante é o investimento.

Numa residência, o tipo de ocupação é fundamental para determinar qual o tamanho que o sistema fotovoltaico deve ter, garantindo uma boa taxa de autoconsumo e assim uma boa valorização do seu dinheiro. Se apenas habitamos a casa ao início da manhã e ao fim do dia e noite, os consumos elétricos durante o dia serão muito pequenos – cobrindo tipicamente o consumo do seu frigorífico e eventualmente de alguns equipamentos em stand-by. E estes não estão continuamente a consumir energia. Mas se a casa tem ocupação constante, então a quantidade de energia que está a ser consumida é potencialmente maior e mais constante. No primeiro caso o sistema fotovoltaico será constituído por 1 a 2 painéis; no segundo caso, por 3 ou mais painéis. Tendo em consideração a população residencial lisboeta, um sistema fotovoltaico residencial típico em Lisboa terá um campo solar com 1 a 3 painéis, ou seja, tem potência entre 270 Wp e 810 Wp. O tempo de retorno do investimento num sistema fotovoltaico situa-se em torno dos 5 a 7 anos – dependendo da capacidade de efetivamente consumir toda a eletricidade solar produzida, ou seja, da taxa de autoconsumo; e do tarifário de compra de eletricidade, que determina o valor de cada kWh solar produzido.

Saiba mais sobre o preço dos sistemas fotovoltaicos e sobre como calcular a economia do seu investimento.

Que formas existem de montar um campo solar?

Nas cidades, a forma mais comum de montar o campo solar é nos telhados. A montagem pode também ser feita no solo, como nas grandes centrais como a Central Fotovoltaica do Cemitério de Carnide, parte integrante da estratégia Lisboa Cidade Solar®. Outra opção é a de integrar o campo solar na fachada dos edifícios.

A montagem de painéis solares em telhados depende se o telhado é plano ou inclinado. Num telhado plano, a montagem do campo solar pode ser idêntica à montagem em solo, podendo a fixação à cobertura ser feita por meios gravíticos (maciços) ou mecânicos (apurafusado).

Em telhados inclinados a montagem do campo solar pode ser feita solidária com as águas ou destacada delas. Uma boa integração arquitetónica é normalmente conseguida se o campo solar acompanhar a inclinação da água em que está montado. Os painéis podem ser colocados sobre o material de revestimento da cobertura, como sejam as telhas, ou substituindo o material de revestimento.

A integração arquitetónica de painéis fotovoltaicos em fachada recorre normalmente a painéis de construção especial, tipicamente sem moldura e de duplo vidro, com elevadas qualidades estéticas e com diferentes possibilidades de transparência.

Em meio urbano é ainda possível integrar tecnologia fotovoltaica em mobiliário e outras estruturas urbanas. São exemplo disto objectos como as árvores solares ou estruturas de parqueamento exterior.

O que é o autoconsumo solar? O que significa ser consumidor e produtor de eletricidade?

Desde 2014, após publicação do Decreto-Lei 153/2014, que é possível ser-se consumidor e produtor de eletricidade simultaneamente, destinando-se a eletricidade produzida a consumo próprio.

Quando produz eletricidade para autoconsumo significa que parte dos seus consumos de eletricidade são satisfeitos pelo sol, o que lhe confere uma taxa de autosuficiência. A parte do consumo que não é alimentado pelo sol, continua a vir do mesmo lado donde sempre veio – a rede elétrica pública.

Sabemos que a nossa utilização de eletricidade não é constante, assim como não é constante a geração de eletricidade solar, dependente da quantidade de radiação existente. Assim, caso não exista sistema de armazenamento de eletricidade , em cada momento, uma de duas coisas pode acontecer:

- A eletricidade solar gerada é inferior à eletricidade que está a consumir. Neste caso, a eletricidade em falta é fornecida pelo seu comercializador.

- A eletricidade solar gerada é superior à eletricidade que está a consumir. Neste caso, a eletricidade em excesso é enviada para a rede elétrica pública. Em determinadas condições, é possível vender o excesso de produção elétrica ao Comercializador de Último Recurso, atualmente a EDP Serviço Universal; ou a qualquer outro interessado, como a sua comercializadora.

Caso exista um sistema de armazenamento de eletricidade, então os eventuais excedentes de eletricidade carregam as baterias até que as mesmas estejam cheias. Se continuar a existir excedente, o mesmo será enviado para a rede elétrica pública.

Ser simultaneamente consumidor e produtor de energia confere-lhe direitos, mas também obrigações. Saiba mais sobre o enquadramento legal da atividade de autoconsumo, os seus benefícios e as suas obrigações.

Quanto custa afinal um sistema fotovoltaico?

O preço dum sistema fotovoltaico depende da sua dimensão – quanto maior a potência instalada, menor o preço específico – isto é, por unidade de potência instalada do campo solar.

Para sistemas residenciais típicos, em que o campo solar é constituído por 1 a 3 painéis (270 Wp a 810 Wp), o preço específico situa-se nos 0,9 EUR/Wp – ou seja, o sistema fotovoltaico instalado custará entre 250 EUR e 750 EUR. Para sistemas maiores destinados a autoconsumo, o preço específico poderá cair para 0,75 EUR/Wp. Estes valores-guia devem ser entendidos como indicativos e informativos, apoiando-o nas suas consultas ao mercado.

Agora que já sabe que o seu sistema residencial pode custar menos que um frigorífico novo, apresse-se – seja brilhante, agarre o sol de Lisboa!

Quanto tempo dura um sistema fotovoltaico?

Um sistema fotovoltaico é composto por diversos componentes, com tempos de vida distintos. Uma medida do tempo de vida é dada pelas garantias dos diversos componentes.

Os painéis fotovoltaicos têm dois tipos de garantias – de produto e de produção elétrica. As garantias de produto são variáveis entre fabricantes, sendo já comum a oferta de 15 anos de garantia. As garantias de produção são normalmente de 25 anos e preveem a redução linear da potência máxima do painel ao longo dos anos – tipicamente inferior a uma redução de 1% por ano.

Um inversor tem garantias típicas de 5 anos, embora seja possível contratar garantias estendidas, até 10 anos. Os restantes componentes elétricos dos sistemas fotovoltaicos – cabos, disjuntores, fusíveis, caixas elétricas, contadores – têm garantias standard de 2 anos. Apesar das garantias serem um indicador de tempo de vida, note que no mundo existem sistemas fotovoltaicos em funcionamento há mais de 40 anos!

É comum a necessidade de trocar o inversor ao fim de 10 anos, e eventualmente alguns painéis que tenham sofrido deterioração superior ao esperado. No fundo, a regra de ouro é a mesma que aplica ao seu carro, ou até ao seu corpo – fundamental é assegurar uma boa manutenção anual do seu sistema!

O que significa ser consumidor e produtor de eletricidade?

Desde 2014, após publicação do Decreto-Lei 153/2014, que é possível ser-se consumidor e produtor de eletricidade simultaneamente, destinando-se a eletricidade produzida a consumo próprio. Sabemos que a nossa utilização de eletricidade não é constante, assim como não é constante a geração de eletricidade solar, dependente da quantidade de radiação existente. Assim, caso não exista sistema de armazenamento de eletricidade, em cada momento, uma de duas coisas pode acontecer:

A eletricidade solar gerada é inferior à eletricidade que está a consumir. Neste caso, a eletricidade em falta é fornecida pelo seu comercializador.

A eletricidade solar gerada é superior à eletricidade que está a consumir. Neste caso, a eletricidade em excesso é enviada para a rede elétrica pública. Em determinadas condições, é possível vender o excesso de produção elétrica ao Comercializador de Último Recurso, atualmente a EDP Serviço Universal; ou a qualquer outro interessado, como a sua comercializadora.

Caso exista um sistema de armazenamento de eletricidade, então os eventuais excedentes de eletricidade carregam as baterias até que as mesmas estejam cheias. Se continuar a existir excedente, o mesmo será enviado para a rede elétrica pública.

Ser simultaneamente consumidor e produtor de energia confere-lhe direitos, mas também obrigações. Saiba mais sobre o enquadramento legal da atividade de autoconsumo, os seus benefícios e as suas obrigações.

Quero um sistema fotovoltaico para autoconsumo.

O que devo fazer?

  • 01. Reunir Informação

    Reúna a informação necessária para que se possa avaliar qual a dimensão do sistema fotovoltaico que melhor se adequa ao seu consumo: a. Caso tenha um contador inteligente, reúna os dados de consumo horário (ou sub-horário) num ficheiro contemplando 12 meses consecutivos de consumo e tenha disponível a última fatura de eletricidade; b. Caso não tenha um contador inteligente, reúna as últimas 12 faturas de eletricidade;

  • 02. Potência Contratada

    Verifique qual a sua potência contratada – esta é a potência máxima que o seu sistema fotovoltaico pode ter;

  • 03. Potencial de Consumo

    Se é um consumidor residencial, tenha uma ideia aproximada da economia do seu sistema simulando o seu potencial de autoconsumo no SOLIS;

  • 04. O Mercado

    Consulte o mercado e selecione dois ou mais potenciais fornecedores da solução fotovoltaica;

  • 05. As Propostas

    Verifique a consistência das propostas técnicas – oferecem todos a mesma potência de campo solar? Os painéis têm a mesma potência unitária? São fornecidas as fichas técnicas dos principais equipamentos (painéis, inversores, contador)?

  • 06. Comparar Preços

    Compare os preços por unidade de potência do campo solar (€/Wp);

  • 07. Certificações

    Verifique que os painéis têm todas as certificações recomendadas (IEC 61215, IEC 61730 2ª edição), que as tolerâncias oferecidas à potência nominal são positivas e que as garantias de produto e potência são adequadas (garantia de produto igual ou superior a 10 anos, garantia de potência linear de pelo menos 25 anos).

  • 08. Licenciamento

    Após selecionar o seu fornecedor da solução fotovoltaica, terá de iniciar o licenciamento da sua UPAC. Normalmente este procedimento é assegurado pelo fornecedor da solução. No entanto, garanta que fica na posse dos dados de registo, incluindo a palavra-passe de acesso ao portal da DGEG, onde pode consultar o estado do seu processo.

  • 09. Concluido!

    Após conclusão do procedimento de instalação e licenciamento, passa a ser oficialmente produtor-consumidor de eletricidade. Parabéns, bem-vindo à comunidade SOLIS!